O Tilacino: o tigre-da-Tasmânia sobreviveu?
O animal extinto que a Austrália ainda se recusa a abandonar

| Outros nomes | Tigre-da-Tasmânia, lobo-da-Tasmânia, thylacine |
|---|---|
| Região | Tasmânia; relatos contestados na Austrália continental |
| Primeiro avistamento | Espécie histórica; declarada extinta em 1986 |
| Tipo de criatura | Animal extinto / possível sobrevivente |
| Periculosidade | ☾☾☾☾☾ |
O último animal conhecido
O tilacino não nasceu de um rumor. Foi o maior marsupial carnívoro da era moderna: corpo semelhante ao de um cão, cauda rígida, mandíbula de abertura extraordinária e faixas escuras na garupa. Perseguição por criadores, recompensas, perda de habitat e talvez doenças reduziram sua população. O último exemplar confirmado morreu no zoológico de Hobart em 7 de setembro de 1936, poucos meses após a proteção oficial da espécie na Tasmânia.

Avistamentos depois da extinção
Centenas de relatos se acumularam desde 1936. Alguns vieram de guardas e observadores experientes; outros foram encontros noturnos breves demais para excluir cães, raposas ou quolls. Câmeras automáticas e expedições não produziram fotografia inequívoca, cadáver, amostra genética nem população reproduzível. A questão útil é saber se algum relato supera o problema da identificação à distância.

Da busca à desextinção
A falta de provas recentes torna a sobrevivência cada vez menos provável, mas o tilacino ganhou uma segunda vida científica. Universidades estudam seu genoma, células marsupiais e reprodução para criar um animal funcionalmente semelhante. A pesquisa pode ajudar marsupiais vivos, embora reconstruir genes não recupere comportamento, ecossistema nem história.